2.11.05

Ensino e Aprendizagem






Um dos pontos bastante discutidos atualmente na educação é sobre ensino e aprendizagem. Afinal é possível ensinar, e qual a relação entre ensino e aprendizagem? Será que a educação seria a mesma se não existissem nossos mestres, professores que viabilizam o processo de novas descobertas, enfim, de aprender? Estes problemas que fazem parte do processo de educação pedem por um posicionamento por parte do educador. Pretendo abordar este assunto no decorrer do texto, o qual considero de vital importância no processo educacional.
Ensinar é um processo que não depende única e exclusivamente do professor, pois pode haver ensino independente de ser em uma sala de aula. Penso que para alguém ensinar algo, em primeiro lugar deve esse possuir o domínio do conteúdo que irá se propor a transmitir. Mas não só o domínio de conteúdos, o professor deve desenvolver um método que viabilize a transmissão e aprendizagem da teoria.Um segundo ponto, o professor precisa ter em mente os objetivos que visa alcançar com o aluno. Não sou adepto a idéia de que o professor não ensina, pois é função do professor orientar, direcionar o educando e isto faz parte do processo de ensinar. Penso que o professor não pode ser desconsiderado a ponto de ignorá-lo no sistema de ensino. A pergunta: “é possível ensinar?”, parece ser mais de cunho filosófico do que psicológico, pois os psicólogos não se perguntam se isto é possível, mas formulam teorias de como ensinar, como Skinner, Piaget, entre outros.
O professor precisa ter em mente o que ensinar e para qual público ensinar. Pois como já dizia Aristóteles no livro: Ética a Nicômaco. I, 3,1095 a 5. “... um jovem não é bom ouvinte de preleções sobre ciência política.” Neste caso é ciência política, mas sabemos também que a matemática, a física, a química, etc, enfrentam problemas dessa ordem. Cabe ao professor conciliar conteúdo e prática utilizando métodos didáticos que possibilitem tornar a rigidez das teorias em conteúdos acessíveis aos seus educandos, para que desta forma os conteúdos possam ser trabalhados de forma menos burocratizada, envolvendo o aluno no processo de aprendizagem. É tarefa do professor mostrar ao seu educando que assuntos tidos como estranhos ao seu mundo, que esses assuntos afetam diretamente a vida de cada um. Pois utilizamos a todo instante as diversas teorias formuladas por cientistas famosos e que nem sabemos que estamos usando-as. Ensino e aprendizagem não podem ser vistos separadamente, pois, fazem parte de um processo de construção, de lapidação. Por isso a relação de ensino e aprendizagem precisa ser constante, construída a todo instante. Não é permitido mais ao professor apenas vencer conteúdos a ponto de desprezar a qualidade, precisa este em algum momento avaliar a que nível anda o processo de aprendizagem do seu aluno. E mais, entender que o desenvolvimento, que a aprendizagem ou não do seu educando não é culpa só do mesmo, mas o educador precisa assumir a sua parte nesse processo.
O educador precisa investigar o porquê das dificuldades do seu educando, para que a partir desse ponto, possa buscar novos métodos, outros caminhos para direcionar este aluno. Esta relação aluno professor tem que existir, pois é onde o professor poderá detectar, perceber de maneira mais precisa em que grau anda o processo de aprendizagem do seu aluno. Sendo possível resgatar a baixo estima a que é submetido o educando que se submete a um rendimento abaixo dos demais, estimulando assim à vontade dessa criança ou adolescente. O professor não pode mais se aliar a tais problemas, jogando a culpa sobre o educando, pois este é apenas parte do processo de educar.
Um estudo feito pela revista TIME anos atrás visando encontrar o ponto em comum entre os grandes professores, grandes mestres, os que mais eram lembrados por seus alunos revelou o seguinte: “... os grandes professores não eram precisamente uns “tecnólogos da educação”, mas pessoas cheias de entusiasmo pela ciência que ensinavam e pela comunicação da mesma aos alunos”. Isto vem a provar que o profissional que respeita, que ama a sua arte sobrepõe-se aos demais. Este tipo de professor faz com que seus alunos esqueçam que estão em sala de aula, ou que a aula já terminou e continuam a participar da aula com perguntas. Enfim esse tipo de professor contagia os seus educandos, pois ele transmite o amor a sua arte no ato de ensinar. Este profissional está integrado no processo de ensino e aprendizagem, não lhe bastando apenas amar a sua arte, pois pesquisadores fazem isso, mas dedicando-se da mesma forma a docência. Mostrando que de certa forma ensinar é ao mesmo tempo aprender, esperando que um dia o que hoje é discípulo possa um dia ser um mestre.



BIBLIOGRAFIA:
BORDENAVE, Juan Diaz. PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de Ensino-Aprendizagem. 2ª edição.Petrópolis, RJ. Editora Vozes. 1978.
CHAVES, Eduardo C. A filosofia da Educação e a Análise de Conceitos Educacionais. www.chaves.com.br

3 Comments:

Blogger Askinstoo said...

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quarta-feira, novembro 02, 2005 11:56:00 PM  
Blogger geovane said...

Muito bom ,vocês são demais!

sexta-feira, janeiro 29, 2010 9:57:00 AM  
Blogger geovane said...

Este comentário foi removido pelo autor.

sexta-feira, janeiro 29, 2010 9:57:00 AM  

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